terça-feira, 14 de maio de 2013

Aquele que vivia de ar, auto-estima, guimba de cigarro, café de caubói, sanduíche de ovo frito e catchup

       
 
         Um homenzinho, um zé ninguém, um homem excêntrico, miserável, que para de bar em bar enquanto fica perambulando pelas ruas, solitário. Aspecto ensebado, desajeitado e que não serve de exemplo para ninguém. Um indivíduo como este é, no mínimo, curioso. Isso mesmo! Curioso. Por ser um personagem atípico da metrópole americana e ter um comportamento completamente avesso aos demais, esse sujeito é alvo de comentários e espanto por parte do restante dos nova-iorquinos.
 
          Quase um poeta, ele era admirado pela sua autenticidade, pelo seu jeito, um tanto carismático, simples e único e, por outro lado, quando cismava em falar a língua das gaivotas, o gaivotês, ele conseguia ser muito desagradável. Ele, um perfeito andarilho, provocou suspense para aqueles que gananciavam descobrir quem, de fato, essa figura era. É através de suas conversas que começamos a enxergar a alma desse honesto homem. Suas vestimentas e exageros de catchup já não são mais evidência. O fluir dos fatos faz com quem está ao seu redor - seja através de uma folha de papel ou não - crie uma profunda simpatia pela vida do bohêmio e aproxime-se dele.

         Agora sim já é hora de vos apresentar. Meus caros, esse é o famoso Joe Gould.

Pamella Durante.

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