quinta-feira, 7 de março de 2013

Os bons morrem jovens, dizia ele.

          Usuário de cocaína. Claro que já era de se esperar um fim trágico como esse. O-ver-do-se. Aos 42 anos, o skatista e santista Alexandre Magno Abrão, vulgo Chorão, do Cralie Bronw Jr, aquele que se fez presente na adolescência de muitos jovens e que se tornou poeta para os ouvidos de quem pensa como ele, morreu por volta das 4 e meia da manhã do dia 6 de março de 2013.



          Essa cara que dizia ter estilo de vida que libertava a mente, que era completamente louco, mas que era um louco consciente, é mais um músico que perdemos para as drogas. É mais um que nos fez escolher o caminho certo mas que, ele mesmo, não soube escolher o melhor caminho. Querendo ou não, devemos ser realistas e reconhecer que direta ou indiretamente foi esse o fim que Chorão escolheu para si mesmo.

(situação do apartamento do cantor. Pode-se perceber marcas de sangue, energético, pó branco pelo chão e um ambiente completamente destruído. Além disso, foram encontrados buracos nas paredes, possivelmente ocasionados por socos e/ou chutes e tacos de madeira do chão desencaixados.)


          Chorão foi encontrado morto na cobertura em que morava. Sua vida não era tao boa como muitos achavam. É nítido a depressão e desgosto pela vida se analisarmos minuciosamente trechos de algumas músicas. Sonia Abrão, apresentadora e prima do cantor, disse que há dias ele dizia que queria rever seus pais, já mortos. Esse foi uma das pistas para prever o que estava perto de acontecer.



          É difícil compreender esse degradante suicídio por parte de um homem que nos inspirava tanto e que tinha grande poder com suas letras. Não era ele o tal que afirmava que pra quem tem pensamento forte o impossível é só questão de opinião. Então, ele não teve pensamento forte, nem opinião. A realidade é essa.

          Mas ele nos deixou grandes ensinamentos ou, pelo menos, grandes incentivos de continuarmos lutando pelo que é nosso. Frases como "a vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir", "você tem o direito de falar o que pensa, mas não tem o direito de julgar quem não conhece, liberdade de expressão é um direito de todos, mas em vez de falar, então faça algo que preste" e "eu faço da dificuldade a minha motivação, a volta por cima vem na continuação, o que se leva dessa vida é o que se vive, é o que se faz", e são essas as frases que não devem ser esquecidas nunca, assim Chorão nunca morrerá. Afinal, dizem que ídolo não morre, mas vira lenda, não é mesmo?






Pamella Durante.

2 comentários:

  1. Ele pode ter feito o que fez, mas eu ainda acredito que há algo mais além. Há de existir um histórico para dar inicio a algo. E ele foi fraco, fraco consigo mesmo. O admiro e sempre o admirarei...

    Vá com deus e fique em nossos corações!!

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  2. Ele não fez nada! Ele viveu sua vida e fez suas escolhas, sejam elas certas ou não. Ele era usuário de drogas, assim como o bêbado é alcoólatra, assim como o paciente exagera nos remédio. Independe do produto, vicio é vicio. E ele não deve ser julgado e muito menos lembrado "pelo cantor que morreu por causas das drogas", deve ser lembrado por ser ídolo nacional e internacional, por compor lindas canções e pelas coisas boas que ele fez em vida. Mito!

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